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Comecei a velejar quando tinha 8 anos na
Enseada de São Francisco, Niterói. Com 11, me mudei para Brasília e mesmo assim segui velejando, aprendendo a correr regatas na raia do Lago Paranoá, com Kiko Moura na classe Optimist. Fiquei no barco até os treze anos, saindo antes da classe por causa do meu tamanho e peso.
Passei então a velejar com o meu pai, Robert Swan, na classe Tornado. Um barco Catamarã rápido e radical para um menina de 14 anos. Foram muitas as velejadas em Búzios, Rio e Ilhabela no barco voador! Chegamos a participar do campeonato Mundial em 1998, marcado por ventos fortes e quase 70 barcos!
Com 15 anos e 1,80 de altura joguei vôlei e comecei a trabalhar como Modelo na Elite Models no Rio de Janeiro. Trabalhos e testes como modelo, estudo para o Vestibular e o vôlei acabaram me afastando da vela por um período.
Recomecei a velejar com 17 anos. Velejava por hobbie de Laser Radial e depois de receber um convite de Tatiana Novaes, voltei a velejar e a competir, na classe 470. Cada vez mais fui me apaixonando pelo iatismo e o estilo de vida saudável, guerreiro, andarilho dos velejadores. Foi então que Mariana Basílio me convidou para correr o Mundial na Espanha 2003 de 470. Tínhamos treinado muito pouco e ralamos muito naquela competição. Mas
acabei me fascinando ainda mais pela vela e passei a alimentar o sonho olímpico!
Eu fechei parceria com Fernanda Oliveira para velajarmos visando as Olimpíadas de Pequim. Embora, no ano de 2004, ainda faltasse experiência em campeonatos internacionais, eu tinha o biotipo ideal para assumir a proa do barco e acima de tudo muita vontade de conquistar o objetivo da medalha. O que nunca faltou foi a dedicação para ir as Olimpíadas! Em busca desse sonho, me mudei para Porto Alegre e morei longe da família por 4 anos.
Depois de todo esse esforço, conquistamos a primeira medalha olímpica feminina para a vela brasileira.
Atualmente, tenho 25 anos, voltei para minha cidade com a medalha de Bronze em Pequim. Depois de experimentar a classe Laser Radial, onde competi alguns meses, retorno agora para a classe 470, ao lado de uma nova parceira, Martine Grael, uma grande velejadora que já tem no currículo um título Mundial.
Vamos nos esforçar muito pensando em Londres 2012! Torçam pela dupla, qua já está dando muito certo!
Além de velejadora, estou me formando em Comunicação Social, pela Universidade Federal Fluminense. Durante minhas travessias e viagens de competição, faço programas de TV, que são exibidos em emissoras como a Sportv, Espn Brasil e Rede Globo. |